Hoje estive em uma palestra sobre inclusão proposta pela prefeitura municipal de Canoas. Entre as autoridades estavam presentes o senhor Ottmar Teske, representando o Instituto de Pesquisa à Acessibilidade, o Deputado Paulo Pimenta, a Vice-prefeita e Secretária da Saúde Beth Colombo, o Secretário da Educação Paulo Ritter, e a palestrante, representante do MEC, Marta. Entre os participantes, pessoas responsáveis pelos setores de inclusão de diversos municípios da região, e em grande parte, professores. Foram abordados assuntos relacionados às políticas de inclusão, as leis, as parcerias que estão sendo feitas, as verbas, o que já mudou em relação a esse assunto no país. Um dos dados apresentados falava em torno de 400.000 vagas em todo o Brasil ocupadas agora por crianças de 0 à 18 anos que estavam fora da escola, de acordo com o senso. Mais interessante que isso só as intenções de melhoria de estrutura em geral, partindo de políticas de gestão interministeriais (intersetoraliedade), entendendo a inclusão não apenas como processo da Educação mas sim como parte de um todo que precisa urgentemente ser repensado. Uma das problematizações que mais me chamou a atenção foi: o que almejamos, reforçar apenas uma escolarização que historicamente não foi PARA TODOS ou construir um verdadeiro e novo projeto de sociedade? As polêmicas sobre aceitação, claro que ainda vão existir, mas devemos encará-las como barreiras de preconceito dentro da escola, procurando meios viáveis e responsáveis de lidar com isso, para que possamos superá-las não apenas para promover o acesso (como já é de direito da pessoa PNEE) mas garantir de fato a aprendizagem. Quero, além de falar nesse evento, ressaltar que essa interdisciplina me ajudou a conhecer, a correr atrás de muitas coisas que eu sequer imaginava que aconteciam no município em torno da movimentação pela inclusão. Isso me faz refletir o quanto esperamos sentadas por informações...
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